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Medo da infertilidade: casais buscam congelar óvulos cedo para garantir futura gravidez

Ginecologistas relatam que tem sido cada vez mais frequente que casais cheguem aos consultórios perguntando sobre a possibilidade de congelamento de óvulos.

05

JAN

O motivo é um só: medo da infertilidade.

Com a vida corrida que se leva atualmente, impactada pelo estresse cotidiano, e também pela decisão - cada vez mais recorrente nos casais - de adiar a gravidez em prol do crescimento profissional, a solução encontrada por aqueles que, sim, um dia querem ser pais e mães tem sido recorrer à refrigeração da célula sexual feminina (que, fecundada por um espermatozóide, dará origem a um embrião).
 
Estatísticas mundiais revelam que, atualmente, entre 10 e 15% dos casais não podem ter filhos.

Existem muitos fatores que contribuem para as dificuldades na reprodução humana, mas os principais podem ser divididos em problemas relativos à ovulação (como a síndrome dos ovários policísticos) e à intercorrência tubo-ovariana (que, por motivos como infecções pélvicas e endometriose, impede o funcionamento pleno das trompas).

As possibilidades de tratamento também são variadas (a escolha depende da complexidade envolvida) e, por isso mesmo, em grande parte dos casos, obtém-se o sucesso desejado.

Tudo parte, sempre, de uma avaliação inicial, que é bem simples e, de saída, já descarta algumas causas. Nas mulheres, checa-se a periodicidade menstrual, os hormônios relacionados à ovulação, a anatomia uterina e a permeabilidade das trompas.Nos homens, é pedido um espermograma simples.

Um dos maiores problemas que os casais estéreis enfrentam é o fato de, hoje, no Brasil, serem poucos os serviços públicos que oferecem atendimento eficiente. Visto que a esterilidade não constitui um problema de saúde pública (leia-se ninguém morre porque não gerar filhos), as autoridades competentes não dão a devida importância para a questão.

Por conta disso (e dos tratamentos, caros, das clínicas particulares que, além de tudo, não são cobertos por convênios), muitos casais ficam desamparados.

Por isso, ginecologistas lembram: existem, sim, medidas preventivas contra a esterilidade. Elas incluem hábitos de vida saudáveis, como boa alimentação, exercícios físicos, manutenção do índice de massa corpórea dentro da normalidade, especial atenção ao uso de medicamentos, cuidados detidos com a saúde sexual (visto que várias DSTs podem causar esterilidade) e, por fim, prudência em relação à idade (especialmente as mulheres, que têm período fértil limitado).

[Fonte: Veja.com]