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Inglaterra oferece clínica de reabilitação para recém-nascidos que já vêm ao mundo viciados por conta da dependência de suas mães

Que o problema das drogas é uma questão seríssima de saúde pública, uma "miséria social" de abrangência mundial, todos já sabemos.

11

JAN

Do que, talvez, muitos não tenham conhecimento é que todos os anos nascem inúmeros bebês já viciados, por conta dos hábitos de suas mães.

Quase todas as drogas consumidas pelas genitoras passam para as correntes sanguíneas dos fetos ao longo das gestações. E essas crianças - como mencionado acima - já nascem viciadas e, pior, sofrendo com os efeitos da renúncia a tais substâncias.

O quadro é conhecido como síndrome de abstinência neonatal.

Entre os sintomas mais comuns observados nos recém-nascidos viciados em opiáceos (como heroína e metadona) estão o tremor incontrolável, um choro estridente e manchas na pele.

Na Inglaterra há uma instituição de caridade, a Trevi House, que se dedica a manter os recém-nascidos junto com os pais durante o programa de reabilitação.

O local, que fica em Plymouth, no sudoeste do país, foi inaugurado em 1993 e oferece às mães e a seus bebês um plano rigoroso de reabilitação que inclui sessões de terapia diárias, encontros em grupo, exames médicos e checagens dos serviços sociais.

Um levantamento apontou que, entre 2014 e 2015, 1.087 bebês nasceram no Reino Unido afetados pelo uso de drogas por parte de suas mães.

Na Escócia, foram 987 bebês entre 2012 e 2015. E no País de Gales foram 75 casos - registrados em 2015 - decorrentes do consumo de drogas e bebidas alcoólicas. 

No Brasil, dados do Ministério da Saúde dão conta de que, de 2012 para cá, foram registrados, em média, 76 casos anuais de "sintomas de abstinência neonatal de drogas utilizadas pela mãe". O número diz respeito às mulheres dependentes químicas que tiveram seus filhos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). 

[Fonte: Portal G1 // Bem Estar]