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Criatividade e cotidiano: ferramentas importantes para a sobrevivência profissional, mas em lados opostos de cada arena pessoal

“Todo dia ela faz tudo sempre igual. Me sacode às 6 horas da manhã..”

Criatividade e cotidiano: ferramentas importantes para a sobrevivência profissional, mas em lados opostos de cada arena pessoal

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OUT

Sabe do que se trata?

É um trecho de “Cotidiano”, música de Chico Buarque que integrou o álbum “Construção”, lançado em 1971.

Já ouviu?

Na letra, o cantor descortina sua rotina diária com a companheira.

O tom, dependendo de quem ouve, pode ser de agradecimento pelo dia a dia ou de um cansaço modorrento, de tédio mesmo. E quem vai saber?

Fato é que, nos atendo à segunda opção, a da monotonia, e transferindo para o nosso dia a dia, já parou para pensar a quantas rotinas padronizadas você se encaixa hoje?

Várias, certamente.

Mas, olha, não é culpa sua. Somos todos, desde muito cedo, estimulados a nos adequar a elas. É quase como atender ao chamado da lei de sobrevivência na selva.

Rotina. É o mundo sempre nos dizendo, de diversas formas, “vá por aqui, porque outros muitos já foram (e continuam indo) e o caminho é seguro. Ou certeiro. Por aqui você não erra e não gera problemas para o seu entorno”.

Mas e se você quiser ir por ali? Se a sua criatividade, seu “eu interior”, teimar em gritar que a vontade é de ir exatamente para o lado oposto do que o mundo está indicando?

Pois é, chegamos a uma bifurcação bem recorrente na vida: fazer o que / do jeito que se gosta ou simplesmente seguir o fluxo porque é mais seguro e eficiente? Há sempre um sofrimento no momento dessa escolha. E somos obrigados a fazê-la todo dia, toda hora, nas mais diferentes situações. E nem percebemos.

Por exemplo, você lembra o que costumava responder, na infância, quando te perguntavam o que queria ser quando crescesse? Talvez astronauta? Bailarino(a)? Professor(a)? Bombeiro(a)? Policial? Piloto de automobilismo? Piloto de avião?

E qual profissão você tem hoje? Chega, ao menos, perto do que você sonhava quando era criança?

Quando ainda estamos dando os primeiros passos como integrantes de uma sociedade, este mesmo agrupamento trata de nos informar que aquele sonho que começamos a nutrir discretamente não é viável, é ilusório, irrealizável.

É dessa forma que somos cooptados para uma cadência de existência já pré-estabelecida por alguém. É a rotina. Aquela que, ao nos absorver, faz – automaticamente – com que nossos sonhos mais individuais, aqueles que, realizados, nos tornariam únicos, fiquem para trás.

Está parecendo bobagem? Discurso de quem está se sentindo oprimido pelo sistema, não se ajusta e precisa de ajuda?

Nada disso! Muito pelo contrário!

Trata-se de lição de subsistência. Tanto para as atividades no mundo corporativo como para a vida em geral, para a existência como um todo.

A realidade em que vivemos hoje clama por pessoas que estejam na direção oposta dos pensamentos e ações automatizadas. Ambos nos distanciam da capacidade inata que tínhamos – quando crianças – de imaginar soluções e criar possibilidades que nos levem ao novo.

E então? Conte aqui para nós...Voltando lá ao comecinho dessa conversa, como já disse o compositor, você tem feito, todo dia, tudo sempre igual?

[Fonte: Portal Administradores]