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A evolução da Medicina brasileira: o que os médicos antigos têm a relatar para os novos colegas de profissão

Você é da área da Saúde?

A evolução da Medicina brasileira: o que os médicos antigos têm a relatar para os novos colegas de profissão

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DEZ

Ainda que – como nós – saiba exatamente da situação da Saúde no Brasil, já parou para pensar em como a Medicina avançou por aqui em apenas 50 anos?

Aliás, por mais não acreditemos muito, a medicina brasileira acompanhou, direitinho, a evolução das técnicas de auxílio à saúde observadas no mundo todo.

Por exemplo, a geração de médicos brasileiros que se formou no finalzinho dos anos 1960 foi responsável pela maior revolução da história da nossa medicina: a criação do Sistema Único de Saúde.

Tudo bem que, como já dissemos acima, sabemos bem que o SUS que temos hoje está a léguas de atender – adequadamente – às necessidades de todos, maaass, é bom lembrar, nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes ousou oferecer saúde gratuita a todos, sem exceção.

E esta oferta está lá na Constituição de 1988, garantida como lei: “Saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado”.

Fato é que, apesar de toda a desorganização, uso político e corrupção vistos por aqui, testemunhamos – em um período de 30 anos – ser implantado, via SUS, o maior programa gratuito de vacinações, de transplantes de órgãos e de tratamento da infecção pelo HIV. O maior, do mundo inteiro.

Sabe lá o que é isso?

E tem mais! Nosso Programa de Saúde da Família – que cobre a maior parte do país – é considerado pelos organismos internacionais um dos dez mais importantes da saúde pública mundial. As transfusões de sangue se tornaram seguras, o Resgate socorre pessoas no Brasil inteiro.

E, também nos últimos 30 anos, assistimos aos avanços da pesquisa pura e da biologia molecular, que produziram um sem-número de informações sobre DNA, RNA e proteínas envolvidas em processos infecciosos, inflamatórios, degenerativos e neoplásicos. 

As consequências de tais avanços poderão ser conferidas com a chegada da medicina personalizada, que vai considerar a biodiversidade humana, os transplantes de células-tronco e de genes que vão corrigir defeitos genéticos ou adquiridos.

Pois é, a Medicina vai continuar a evoluir por aqui, ainda que a atribulação do dia a dia não nos permita reparar nisso.

É o que queremos. E precisamos!

[Fonte: https://drauziovarella.com.br]