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Cientistas estudam a sensação de déjá-vu e concluem que a impressão é sinal de que o cérebro está checando arquivo de memórias

Sabe aquela sensação de déjá-vu, caracterizada pela impressão súbita de que você já esteve em um lugar ou viu alguma coisa que, em princípio, é totalmente novidade para você?

Cientistas estudam a sensação de déjá-vu e concluem que a impressão é sinal de que o cérebro está checando arquivo de memórias

06

NOV

Um grupo de cientistas da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, publicou – no Quarterly Journal of Experimental Psychology – uma explicação sobre o assunto.

De acordo com as conclusões deles, quando o déjá-vu ocorre significa que o cérebro humano está checando o arquivo de memórias em busca de uma específica e tropeça em uma incoerência (e não que trate-se de uma memória falsa de longo prazo, até então, a explicação reinante sobre o tema).

Traduzindo, a tal sensação de “já vi isso / já estive aqui” seria um sinal de que nosso “desconfiômetro" de memórias falsas está em dia (e ocorreria com cada vez menos à medida que envelhecemos).

Para estudar o assunto, os pesquisadores entraram em laboratório e usaram um método de indução criativo com os 21 voluntários.

Eles são apresentados a uma série de palavras associadas a assunto “y”, como, por exemplo, “comida”, que é traduzida, no teste, por sentenças como arroz, feijão, tomate e frango.

A palavra essencial, comida, não é incluída na lista.

Já na segunda etapa do experimento, os terapeutas envolvidos com a pesquisa perguntam aos participantes se, na lista apresentada anteriormente, havia alguma palavra começasse com a letra “c”.

 A resposta, em uníssono, foi “não”.

É aí que entra o terceira fase: a pergunta, mais direta, questiona se alguém, por acaso, ouviu a palavra “comida”. É aí que está o truque.

Os voluntários se lembram – claramente – de não ter ouvido a palavra “comida”, porém, eles têm a intuição de que aquele “c” estava por aí em algum lugar. 

É dessa forma que uma memória falsa é plantada.

 Até a pesquisa em questão, o que se tinha de concreto era que o fenômeno déjá-vu acontecia quando uma memória recente era enviada diretamente ao córtex, sem passar pelo hipocampo.

Traduzindo? Imaginava-se que a recordação em questão ia direto para as lembranças de longo prazo, dando a impressão de que aquilo já teria acontecido há muito tempo.


[Fonte: https://revistagalileu.globo.com]