facebook pixel code

E quando todos esperavam que a chuva no Atacama – com atraso de 500 anos – fosse devolver vida à região, surpresa, os micróbios locais morreram

Prepare-se, o assunto de hoje vai mexer, digamos, com as suas emoções mais profundas e mudar totalmente a sua opinião a respeito da vida

 E quando todos esperavam que a chuva no Atacama – com atraso de 500 anos – fosse devolver vida à região, surpresa, os micróbios locais morreram

05

DEZ

Sabe o Atacama, o famoso deserto chileno?

Pois é, depois de receber – em séculos – intensa precipitação de chuvas, quando os cientistas imaginavam assistir a uma transformação no local, com a vida florescendo, eis que foram surpreendidos: ao contrário das expectativas, quase todas as espécies microbianas locais morreram.

Oi?

Isso mesmo que você leu!

Nós bem que te dissemos, lá no começo, que a notícia ia promover revertério nas suas convicções, não foi?

Pois é...

A informação pode ser conferida – na íntegra – na revista científica Scientific Reports, mas te oferecemos um resumão da história aqui. Vem com a gente...

Alterações climáticas no Oceano Pacífico originaram chuva árida no deserto em 25 de março e 9 de agosto de 2015, e, de novo, em 7 de junho de 2017.

Quando a comunidade científica esperava ver a área florescendo e o deserto se tornando majestoso...a chuva causou a extinção em massa da maioria das espécies microbianas locais. 

Para você entender melhor, o que ocorreu foi o que os especialistas chamam de “estresse osmótico” causado pela chegada da água. Os micróbios nativos – acostumados a viver em condições extremas de secura – não souberam lidar, rapidamente, com o repentino fluxo de água.

Ãhm? Como assim “não souberam lidar”? Adaptados que estavam à sequidão morreram afogados?

Mais ou menos isso.

A notícia é ruim para o Atacama, mas o estudo representa muito para a Ciência e para a evolução da humanidade.

De que jeito?

É que olhando para o além-Terra, especificamente para Marte, o que houve no Chile pode referendar algumas desconfianças dos pesquisadores. Uma delas dá conta de que o planeta vermelho teve – entre 4,5 bilhões e 3,5 bilhões de anos atrás – muita água em sua superfície, mas, depois de perder sua atmosfera (e ficar seco) passou por períodos úmidos há 3,5 a 3 bilhões de anos.

Tá.

E...?

E que o reaparecimento da água pode, muito bem, ter destruído a vida em Marte (se é que alguma vez realmente houve existência de algum tipo por lá).

Viu como a informação mudou totalmente os seus conceitos?

Vai que a NASA, enfim, estabelece acampamento no ambiente com óxido de ferro predominante na superfície (o que confere a aparência avermelhada), domina a região e disponibiliza as tão sonhadas estadias fora da Terra?

Pelo menos você já vai sabendo como são as coisas por lá, ué...

O Atacama já te ensinou!

Pense nisso.


[Fonte: https://revistagalileu.globo.com]