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Por que o céu é azul? Irlandês descobriu a resposta

Se prepare, a seguir você lerá um “momento filosófico”, está preparado (a)? Muito bem. Lá vai! Será que você tem ideia do porquê o céu é azul?

Por que o céu é azul? Irlandês descobriu a resposta

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Filosofia? Se decidirmos “navegar pelo mar das elucubrações do tipo de onde viemos e para onde vamos”, pode até ter um “quê de”, mas, o que vamos abordar aqui é ciência pura!

Na gama de estudiosos que já se prontificaram, ao longo dos tempos, a oferecer respostas para os mais variados fenômenos da natureza – embalados por pura e suprema curiosidade – está o físico irlandês John Tyndall (1820-1893).

Ele foi pródigo em construir os mais diversos instrumentos – alguns muito sofisticados – para realizar variados experimentos. Mas quando quis saber, por exemplo, por que o céu é azul durante o dia e por que fica avermelhado ao entardecer, os instrumentos usados pelo pesquisador foram até que bem simples.

Tyndall usou um tubo de vidro para simular o céu e uma luz branca para imitar a luz solar. Seguindo com as investigações, ele notou que, quando enchia –gradualmente – o tubo de fumaça, o feixe de luz parecia ser azul em um lado e, no outro extremo, ficava vermelho.

Dessa forma, compreendeu que a cor do céu é exatamente o resultado de como a luz do sol se dispersa pelas partículas presentes na atmosfera (o que ficou conhecido como Efeito Tyndall).

Como dissemos, o aparato que o estudioso usou para a sua pesquisa foi bem trivial, nada complexo. Ele seguiu no experimento com um tanque de vidro – cheio de água – em que foram despejadas algumas gotas de leite. O líquido branco serviu para introduzir algumas partículas no recipiente já preenchido pelo outro conteúdo, cristalino. Feita a mistura simples, Tyndall acendeu uma luz branca em um dos extremos do tanque.

E o que ele observou, a partir disso? Que o tanque se iluminava com cores diferentes! O cientista ficou tão fascinado que descreveu o resultado como sendo “o céu em uma caixa”. É que, de um lado do tanque, a solução ficou azul e, à medida em que se aproximava do outro extremo, ganhava tom que ia ficando amarelado até chegar no laranja, como no entardecer.

Ao fazer a experiência, o cientista já sabia que a luz branca é composta por todas as cores do arco-íris. Por isso pensou que a resposta para o fenômeno poderia ser que a luz azul oferecia maior probabilidade de repelir e dispersar as partículas de leite na água.

O que ele acabou por descobrir foi que a luz azul tem um comprimento de onda mais curto que o de outras cores de luzes visíveis. Isso significa que a cintilação cerúlea é a primeira a se dispersar por todo o líquido.

Foi por isso que a parte mais próxima à fonte de luz ficou azulada.

E é por isso que – voltando à pergunta do início – o céu é azul. 

Porque a luz em questão tem uma maior probabilidade de se dispersar pela atmosfera.

Interessante, não?


[Fonte: G1 // Ciência e Saúde]


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