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Ciência assiste, ao vivo, à gastrulação em macacos

Excelente notícia vinda da Ciência! Um grupo de pesquisadores – composto por chineses e um espanhol – conseguiu cultivar embriões de macaco em laboratório até 20 dias após a fecundação.

Ciência assiste, ao vivo, à gastrulação em macacos

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DEZ

A experiência permitiu uma visão bastante ampla a respeito do desenvolvimento dos primatas.

A questão que os pesquisadores enfrentam agora diz respeito à bioética.

É que, segundo as leis espanholas e americanas, embriões humanos que sobram nas clínicas de fertilidade podem ser usados para pesquisa com o limite de 14 dias (que é o tempo transcorrido até que a formação do sistema nervoso central seja concluída).

Ok, mas o que isso tem a ver com os macacos da experiência?

É que os 20 dias no embrião símio são – de acordo com os estudiosos –são equivalentes a 20 dias em humanos.

A partir disso, tem-se que a “linha vermelha” foi transposta para a realização da pesquisa e um código de ética foi desrespeitado. Eis aí o imbróglio.

Pois é, mas a História já nos mostrou que, para avançar (e para o bem da Humanidade como um todo), vez ou outra, a Ciência precisa quebrar algumas regras pré-definidas, certo?

A partir disso, os que os pesquisadores trouxeram ao mundo foi que tiveram a fantástica oportunidade de assistir, ao vivo, fora do útero primata, ao processo que – dizem eles – é o momento mais importante da vida: a gastrulação.

Gastru...o quê?

G-a-s-t-r-u-l-a-ç-ã-o.

Trata-se de uma etapa importantíssima no desenvolvimento de um embrião, que acontece entre duas e três semanas após a fecundação. É no referido momento que a bolinha de 200 células (surgida da união de um óvulo e um espermatozoide) começa a se tornar uma estrutura complexa, com três camadas: a primeira vai originar os pulmões, o trato gastrointestinal e o fígado; a segunda se transformará no coração, nos músculos e órgãos reprodutivos; e, por fim, a terceira se tornará a pele e o sistema nervoso.

Não é incrível?

Agora imagine poder acompanhar esse desenvolvimento fora do útero, pela primeira vez nos registros da Ciência, e ao vivo?

É quase como “brincar de ser Deus” e ver – como se diz por aí – o milagre da vida acontecendo!

A gastrulação já é bem conhecida em camundongos e moscas, mas, até então, não havia registros científicos do processo em humanos. Muito menos em macacos.

Por isso a comemoração efusiva dos envolvidos na pesquisa.

A equipe cultivou embriões de macacos no Laboratório de Pesquisa Biomédica de Primatas de Kunming, no sul da China.

O objetivo final do estudo – diz Juan Carlos Izpisúa, integrante do grupo de pesquisadores – é cultivar órgãos humanos para transplantes.

Interessante, não? 


[Fonte: brasil.elpais.com] 


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