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Estudo revela que massagem pós-operatória diminui dor em bebês com cardiopatia congênita complexa

Sabia que bebês submetidos à correção de cardiopatia congênita complexa (CCC) que recebem massagem pós-operatória apresentam redução de dor e melhora de seus parâmetros fisiológicos?

Estudo revela que massagem pós-operatória diminui dor em bebês com cardiopatia congênita complexa

13

SET

Se não sabia, nós vamos te contar agora. 

Um estudo – “Effects of Massage on Postoperative Pain in Infants With Complex Congenital Heart Disease” – publicado no jornal Nursing Research avaliou a eficácia da massagem nos escores de dor e as respostas fisiológicas em bebês em pós-operatório de CCC, em comparação a crianças que não a receberam.

Para chegar à conclusão já apresentada foi realizado um ensaio clínico randomizado de dois grupos com uma amostra de 60 lactentes com CCC, com idades entre 1 dia e 12 meses, após sua primeira cirurgia cardiotorácica.

Os dois grupos receberam cuidados pós-operatórios padrões.

O grupo 1 recebeu uma restrição diária de 30 minutos de cuidados não essenciais (“quite time” – QT) e o grupo 2 recebeu uma massagem diária de 30 minutos.

 As intervenções foram feitas durante sete dias consecutivos e a dor foi medida seis vezes ao dia usando a ferramenta FLACC (acrônimo de Face, Legs, Activity, Cry e Consolability). 

Foram registrados, continuamente, os valores de frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR) e as saturações de oxigênio (SpO2).

A conclusão – como já adiantamos – foi a de que os bebês contemplados com massagem (quando comparados aos bebês que receberam intervenção QT) demonstraram maior estabilidade nos níveis de dor e melhorias clinicamente importantes em FC e FR.

Por meio de tais resultados, os pesquisadores indicam que a massagem pós-operatória pode ser um complemento não farmacológico útil para o tratamento da dor em bebês com CCC.

Ao todo foram recrutados 65 bebês. Por motivo de complicações, cinco foram retirados do estudo antes de qualquer coleta de dados. Nestes casos, as cirurgias foram adiadas para depois que as crianças ultrapassassem a idade de inclusão, cirurgia prévia, instabilidade pós-operatória e preferência dos pais de que seus bebês recebessem a massagem.

Interessante, não?


[Fonte: pebmed.com.br]


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