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Medicamentos ou cirurgia? Em casos de diabetes, educação nutricional é fundamental

Desde 2017, brasileiros diabéticos contam com a possibilidade da cirurgia metabólica (também conhecida como cirurgia bariátrica ou de redução de estômago) para fins de 

tratamento do tipo 2 da doença (DM2).

Medicamentos ou cirurgia? Em casos de diabetes, educação nutricional é fundamental

15

SET

Foi em dezembro daquele ano que o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou – por meio da Resolução nº 2.172/2017 – a intervenção cirúrgica em pacientes diabéticos com índice de massa corpórea (IMC) entre 30 kg/m2 e 34,9 kg/m2 (o que inclui pessoas com sobrepeso e obesidade grau I), que não tenham conseguido controlar a doença com medicamentos.

Medicamentos. E intervenção cirúrgica. 

Será que são estes os únicos recursos para cuidar do diabetes?

Não. É importante lembrar que aí nesta equação também deve estar presente a qualidade da alimentação.

Sim, a nutrição adequada é fundamental para controlar um quadro de diabetes e, em muitos casos, saiba você, ela, a nutrição bem planejada, por si só, pode evitar – ou postergar – o uso das demais “ferramentas” listadas. 

Bom, mas, primeiro, vamos explicar direitinho o que é o diabetes. 

Trata-se de uma doença desenvolvida pela deficiência na produção da insulina (hormônio produzido no pâncreas que causa aumento da glicose – ou açúcar – na corrente sanguínea). No quadro clínico do diabetes, o excesso de peso torna-se importante fator de risco para a doença.

Sim, estudos já comprovaram que números mais altos na balança, sedentarismo e uma nutrição composta por alimentos ricos em açúcares e gorduras, contribuem – efetivamente – para maior ocorrência de casos da doença. 

Ou seja, mudanças no estilo de vida são extremamente bem-vindas para o controle do diabetes.

Falando, especificamente, sobre qualidade de ingestão alimentar, especialistas ressaltam a importância da educação nutricional.

Antes que você faça uma careta aí, vale dizer que ser portador (a) de diabetes não é igual a ter de renunciar a uma alimentação prazerosa e saborosa. Algumas poucas alterações já são bastante eficientes para um melhor controle glicêmico.

Quer ver algumas dicas?

Vamos lá:

- fracione a alimentação em 5 a 6 refeições ao dia, ou seja, evite ficar muitas horas sem se alimentar;

- substitua alimentos como arroz, pães e macarrão (feitos com farinhas brancas) por opções integrais (por serem ricos em fibras, liberam a glicose de forma mais lenta na corrente sanguínea);

- tente dar “uma segurada” no consumo de açúcar (e alimentos açucarados) também é boa pedida. Substitua por adoçantes a base de estévia ou sucralose (são mais naturais e têm menor sabor residual);

- reduza o consumo de sal e gorduras. O diabetes está muito relacionado ao desenvolvimento da hipertensão e das dislipidemias. Escolha temperos mais naturais como o alho e a cebola e invista em ervas (salsa, orégano, manjericão e alecrim) para realçar o sabor dos alimentos; 

- beba mais água ao longo do dia para contribuir com a hidratação.

Viu?

Não é tão difícil.

Maasss, vale sublinhar aqui: como já dissemos, a alimentação adequada é fundamental, sim, para ajudar no controle do diabetes, porém, só um (a) especialista poderá identificar (e orientar) direitinho se, além da educação nutricional, o (a) paciente diabético (a) precisará, também, de medicação ou ainda de cirurgia.

Consulte sempre um (a) médico (a). Cuide-se! 


[Fonte: Veja online e Portal Santa Casa]  


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