Evento online discutiu tema tabu: sexo depois dos 50

Vamos conversar sobre sexo depois dos 50?

Evento online discutiu tema tabu: sexo depois dos 50

09

JUN

Sim, hoje, o assunto é um tema tabu.

O seminário on-line Healthspan Show, realizado no mês passado, discutiu a falta de iniciativas para garantir a qualidade das relações íntimas entre os mais velhos. 

“Todos os estudos mostram a relação entre sexualidade e saúde mental. Quem não pensa assim, certamente, mudará de opinião quando chegar a essa idade”, disse Adam Lewis, CEO da Hot Octopuss, empresa londrina de brinquedos eróticos.

Na opinião dele, existe uma tendência a enfatizar – excessivamente – a faixa etária entre 25 e 35 anos como a que dá mais retorno para o mercado do erotismo e – erroneamente – deixa-se de lado os que estão acima dos 50, ignorando, assim, um nicho gigantesco de atuação. “São pessoas com mais dinheiro e que, com os filhos criados, conseguem dar mais atenção à sua vida sexual”, completou. 

No evento também esteve presente Elizabeth Gazda, CEO da Embr Labs. A empresa vende uma espécie de pulseira capaz de controlar a temperatura corporal e reduzir as ondas de calor da pré e pós-menopausa. O dispositivo é capaz de resfriar (ou aquecer, se for o caso) a região do pulso, criando uma resposta natural do organismo que amplifica esta sensação. É bem comum que esses calores interrompam o sono e – como efeito cascata – acabem por alterar a disposição e prejudicar a libido.

De acordo com a executiva, infelizmente, o bem-estar da mulher de meia-idade segue, como se diz, “fora do radar”. 

“Há uns três anos, ninguém falava de menopausa. Não era ‘sexy’. Mas as mulheres da geração X (nascidas entre as décadas de 1960 e 1980) estão chegando lá e querem qualidade de vida. Investidores deviam parar para observar que a saúde e o desejo femininos não são exatamente um nicho. Nós representamos 50% da população do planeta!”, disse Gazda.


[Fonte: G1 // Bem Estar] 


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