Conheça os sintomas do infarto e saiba o que fazer ao identificá-lo

Em tempos de emergência sanitária, nossos sentidos ficaram exponencialmente mais aguçados para detecção de eventuais sintomas da Covid-19. 

Conheça os sintomas do infarto e saiba o que fazer ao identificá-lo

11

JUN

Mas, nessa angústia de monitorar repentinos acessos de tosse e demais sinais, será que sabemos detectar indícios de outros males, como, por exemplo, de um infarto em curso? 

O bloqueio do fluxo sanguíneo no coração é uma emergência em que cada segundo é vital. A vítima precisa ser socorrida o mais rápido possível a fim de que a artéria do coração seja desobstruída – o quanto antes – para que os riscos de sequelas sejam minorados.

Por isso, é fundamental – caso o incidente ocorra em casa, no trabalho ou em qualquer local público – que a pessoa que estiver próxima à vítima saiba agir rápido.

A primeira orientação é reconhecer os sintomas do infarto (que podem aparecer juntos ou isoladamente): os principais são dor e sensação de “aperto” no peito, dor na região do estômago, suor frio e excessivo, palidez, náusea e falta de ar. 

Uma vez reconhecidos os sintomas, a recomendação é ligar para o Serviço médico do Samu (192).

Mas...e quem acompanha? Deve fazer o quê, enquanto o resgate não chega?

O indicado é manter a calma para tranquilizar a vítima, mantê-la em repouso em local ventilado, afrouxar suas roupas e observar enquanto aguarda.

Em uma avaliação subjetiva, o (a) acompanhante pode perceber que os sintomas se agravaram. Nesse caso, o indicado é ligar – novamente – para o Samu, informar que já acionou o serviço e que quer relatar alteração do quadro.

No serviço de saúde acionado, um (a) médico (a) regulador (a) irá passar orientações de acordo com a descrição. Por isso é fundamental que o (a) acompanhante sempre mantenha a calma. Para que consiga falar de forma clara e correta com o (a) atendente. 

Seguindo a recomendação do (a) profissional, o (a) acompanhante poderá ser orientado (a) a procurar uma forma de levar o (a) paciente por meios particulares ou permanecer no aguardo da equipe de socorro.

Caso o (a) paciente seja levado (a) por algum meio particular, a instrução é mantê-lo (a) em repouso, em posição confortável, com ventilação adequada.

E transportá-lo (a) de maneira segura, sem manobras bruscas. Se o (a) paciente apresentar piora ao longo do trajeto, a indicação, nesse caso, é pedir para que ele (a) tussa. Apesar de não salvar do infarto, tossir eleva a frequência cardíaca e pode evitar uma parada cardíaca por bradicardia (batimentos cardíacos baixos).

O transporte particular só deve acontecer depois que o (a) médico (a) regulador (a) do Samu avaliar o risco / benefício. E caso não haja ambulância disponível (ou que o transporte da casa ao hospital seja mais breve que o tempo de chegada do resgate). 

E é recomendável conversar com o (a) especialista do Samu a respeito do ministrar – claro, caso não haja contraindicações – de dois comprimidos de ácido acetilsalicílico (AAS). O medicamento ajuda a dissolver coágulos sanguíneos, responsáveis pelo infarto na maioria das vezes. 

Mas o ideal, mesmo, é que o (a) paciente seja transportado (a) pela ambulância com equipe preparada para o atendimento, visto que o (a) paciente vítima de infarto pode apresentar uma parada cardiorrespiratória.


[Fonte: drauziovarella.uol.com.br] 


icone do twitter