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E quando a Ciência encontra plástico no estômago de animais marinhos, característicos das regiões mais profundas dos oceanos do planeta?

Quando a gente escuta que é preciso consumir menos plástico – e urgente! – porque o material em questão está dizimando a vida marinha há quem retruque dizendo “aff, até parece que o meu plástico vai parar nas profundezas do oceano!”.

E quando a Ciência encontra plástico no estômago de animais marinhos, característicos das regiões mais profundas dos oceanos do planeta?

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MAR

Pois é...Pior que vai mesmo.

A notícia ruim é que pesquisadores da Escola de Ciências Naturais e Ambientais da Universidade de Newcastle (Austrália) encontraram partículas de plástico no intestino de pequenos crustáceos (como as espécies Eurythenes Gryllus e Hirondelle Dubia) que habitam as seis fossas oceânicas mais profundas do planeta.

Leu direito aí?

Fossas oceânicas...maaaaiiis profundas do planeta!

E saiba que na Fossa das Marianas – o local mais fundo de todos os nossos oceanos – 100% das espécies estudadas carregavam fibras plásticas em seus tratos digestivos.

É assustador, não?

O plástico que usamos aqui na superfície, a quilômetros de distância desse lugar, chegou lá!

Mas será que era plástico, plááástico, mesmo?

Sim, eram ligações atômicas do material em questão, mas, ao analisarem as espécies marinhas selecionadas para o estudo, os pesquisadores concluíram que as fibras encontradas pareciam ser de...roupas de nylon!

E, em um teste de comparação, os resultados indicaram que o material não era nada novo não, viu? Já tinha alguns anos de idade!

Como esses filamentos foram parar em tal profundidade?

Os cientistas ainda não têm a menor ideia...


[Fonte: Revista Galileu]